The Greatest: música, cinema e teatro
 

Mudei de endereço:

http://rubens-b.blogspot.com/



Escrito por rubens às 22h08
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X-Moradias foi um dos projetos mais legais que já presenciei na vida. Foi uma grande loucura entrar no apartamento de pessoas estranhas e esperar uma encenação ou alguma reação inesperada dos moradores (que em sua maioria foram formados por pessoas excêntricas de cotidiano e moradia incomum) . Minha maior curiosidade era conhecer o projeto da Daniela Thomas e do Richard Maxwel. Para minha surpresa fiquei bastante decepcionado com o da Daniela Thomas que de todas as propostas dos diretores foi a que eu achei mais morna. A idéia dela era colocar câmeras em toda a casa e uma TV mostrava imagens alternadas de todos os cômodos e isso na sala ficava uma mulher sentada ensinado para um homem na cozinha (via câmera) a preparação de um bolo. Já do Richard Maxwel, retratou de forma dramática a solidão e apresentou ao espectador uma imagem extremamente forte, pois da janela do apartamento do ator/morador dava para ver o Teatro Cultura Artística (ou o que sobrou dele, como mostra na foto postada). Outras cenas foram bem curiosas, como por exemplo de uma moradora que convive com mais de 50 periquitos dentro da casa, o que resultou numa visão linda (como se vê nas fotos), mas em um cheiro horrível. Outra cena que gostei foi a de uma moradora de um trailer (daqueles americanos) que era uma japonesa tradicional que oferecia um chazinho, um docinho, uma consulta de um tarô oriental e uma dança tradicional. Achei comovente. Também achei engraçado quando numa residência eu e minha dupla entramos e soubemos na hora que estávamos nos candidatando a uma vaga de empregados domésticos. Fomos testados e obrigados a mostrar aptidões domésticas. Outra cena que rendeu fotos legais foi uma cena no terraço do Copan, onde tentávamos interagir com um suposto funcionário que trabalhava no local. Foram tantas cenas que não dá para comentar apenas escrevendo, foram experiências sensacionais.



Escrito por rubens às 21h54
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Os espectadores – 2 a cada vez - escolhem um dos três percursos distintos que os conduzem a sete residências. Eles e recebem descrições detalhadas dos caminhos e talvez descubram o cotidiano do cidadão paulistano, seu rosto, biografia, as estruturas arquitetônicas e sociais de sua moradia. Uma mistura de ficção e realidade, teatro e dia a dia, intimidade e espetáculo.

A descrição acima é do projeto X-Moradias São Paulo que vamos assistir amanhã. O projeto já foi desenvolvido em outros países e agora chega ao Brasil com muitos diretores conhecidos, entre eles Enrique Diaz, Maria Alice Vergueiro, Daniela Thomas e o dramaturgo e diretor teatral americano Richard Maxwell do grupo “The New York City Players”. Não fazia a mínima idéia de quem era o Richard até conhece-lo este fim de semana. Como ele está dirigindo uma peça em que um conhecido trabalha, acabamos eu e uma amiga o conhecendo e ficamos admirados com a simplicidade e simpatia dele. Aliás, ele sendo um diretor de teatro mais alternativo, ficou chocado ao assistir uma peça “mais comercial” em São Paulo e ser bombardeado com propagandas do telão que é apresentado antes da peça começar. Também concordo com ele, agora as propagandas não estão apenas nos cinemas, mas também nos teatros. Outros questionamentos dele, foram sobre a escolha dos atores globais, que realmente servem para chamar a atenção , mas em geral não suprem a intensidade que o texto pede, algo que é essencial em qualquer peça.

Ao levarmos ele para conhecer alguns lugares em São Paulo fomos para a casa do artista plástico Estevão que é conhecido como o Gaudí de Paraisópolis, por utilizar como inspiração para a construção de sua casa a famosa obra de Barcelona, bem interessante o trabalho dele. Depois andamos pelo Centro e por alguns lugares com o Richard e foi bem interessante perceber como alguns detalhes que passam despercebidos pela gente são bastante observados pelos estrangeiros.

Eu, Richard, Karina (no andar de cima da casa) e alguns dos milhares de objetos de decoração.

E no domingo fui ao show do Pato Fu, uma das minhas bandas prediletas. Fazia tempo que não ia num show deles. Eu nem sabia sobre a data e fui avisado por um amigo que mora em Recife! O show foi gratuito e como foi para um público mais popular o repertório favoreceu as canções mais conhecidas. Pra quem é fã como eu e esperava escutar as canções do último CD “Daqui pro Futuro” da banda acabei um pouco frustrado, mas ainda assim agraciado com “Gime 30” (uma música do primeiro disco deles) e três canções do último disco. No fim do show, Fernanda Takai e John receberam todos pra autógrafos e eu pude enfim ter o último CD da banda devidamente autografado para completar minha coleção. Engraçado que eu parei pra pensar que eu gosto da banda desde 1994, acompanho tudo, compro todos os CDs (aliás, uma das poucas bandas que eu ainda compro o CD) vou sempre nos shows e sinto quase uma obrigação em acompanhar tudo que eles estão fazendo. Sou tão obsessivo com a banda que chego até ter ciúmes de quem conhece todas as músicas como eu. Já virou praticamente uma religião!rs



Escrito por rubens às 02h24
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Enquanto o álbum inteiro não vem pra matar a minha curiosidade das versões do Canções de Amor e “Ambição” da Rita Lee, encontrei um link com a música de trabalho do novo CD da Zélia Duncan. A música é uma parceria com o John do Pato Fu e se chama “Tudo sobre você”.

Acho incrível a identidade musical do John. Pelo menos pra mim, qualquer coisa que ele produz eu já consigo identificar logo de cara. Ele consegue deixar qualquer artista e música com uma identidade pop, mas um pop tão bom que vicia, daqueles que deveriam estar em rádios, mas infelizmente nem sempre estão. Ele sempre consegue colocar umas guitarrinhas distorcidas, uns barulhinhos de fundo em letras e melodias tão doces que apaixonam na primeira audição. Lembrei da Erika Machado que quando foi produzida por ele também conseguiu entrar nesse universo e agora é a vez da Zélia Duncan. Só de ouvir esse single tive a impressão de que vou amar todas as faixas que o John produziu...e olha que ainda tem participação da Fernanda Takai em uma delas!

Link de "Tudo sobre você”



Escrito por rubens às 19h45
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Charlotte Gainsbourg filha de Serge Gainsbourg e Jane Birkin (o casal famoso pela canção “Je t'aime moi non plus ) é uma ótima atriz, mas também segue o caminho dos pais e canta (chegou até a gravar um disco com o pai em 1986). O álbum dela 5:55 é maravilhoso e acabei o redescobrindo faz poucos dias. Já tinha baixado há algum tempo, ouvido e viciado em “The Operation” a melhor música, mas na época foi a única que me chamou atenção no álbum todo. Depois de ler tantas noticias sobre ela recentemente, acabei ouvindo novamente o álbum e ele é muito bom! Ela tem uma voz susurrada, lembrando em muitos momentos sua mãe e o estilo de suas canções tem uma atmosfera eletrônica, mas sem querer ser moderno demais, é extremamente delicado.

Link para o CD 5:55

O bom é que agora ela está prestes a lançar um novo álbum que conta com participação do Beck, então já é certo que vem coisa boa. E falando na carreira dela como atriz, lembro logo dos recentes “Sonhando Acordado” do Michel Gondry e do “Eu não estou lá”, aquele filme sobre o Bob Dylan. Recentemente ela ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes pelo filme “Anticristo” do Lars Von Trier, que é um filme de terror, um estilo que destoa um pouco da filmografia do diretor (que é famoso pelo “Dogville” com Nicole Kidman e “Dançando no Escuro” com Bjork). Só pelo cartaz e pelo que já foi dito sobre o filme no festival, ele deve ser realmente apavorante e eu que detesto esse estilo fiquei louco pra assistir, já que pelo menos uma boa atriz no elenco (ah, e o elenco tem tb Willem Dafoe que é ótimo!) e um bom diretor o filme tem.



Escrito por rubens às 14h39
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Não escuto músicas da Ivete Sangalo, mas também não desgosto, aliás, nutro uma grande admiração principalmente pela personalidade dela. Quando soube que ela ia gravar com o Marcelo Camelo fiquei um pouco curioso e agora vendo o resultado achei que a parceria deu muito certo. E esse certo se deve em grande parte a composição do Marcelo Camelo, que é bem a cara dele, aqueles ritmos havaianos misturados com MPB estão presentes na música e vale até dizer que ela entraria tranquilamente no seu CD "Sou". A faixa me remeteu na hora "Doce Solidão", é bem nessa linha, mas agora com mais vitalidade, graças a Ivete!rs

Download da Música

Vídeo do Multishow com os dois tocando e cantando



Escrito por rubens às 03h00
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Antes quando eu comprava um CD  era motivo de festa. Além de ser super complicado achar CDs de banda internacionais (em alguns casos eu tinha que encomendar na Urban Cave ou Discoplay, isso ainda na época em que o dólar tava pau a pau com o real), quando finalmente alguns desses tão aguardados discos (Hole, Garbage, PJ Harvey, Pixies e etc) caíam em minhas mãos, eu levava quase um ano escutando-os incansavelmente. Era um valor danado que eu dava pra cada CD que eu conseguia comprar. Não emprestava de jeito nenhum e tinha um ciúme desgraçado. Já hoje em dia perdi completamente o tesão pelo CD, graças ao download.

Tudo é tão fácil, rápido e tão disponível. Em um dia inteiro eu consigo baixar toda a discografia da Gal (sendo que demorei quase 5 anos pra conseguir metade em CDs), de qualquer banda internacional do momento (que surge a casa semana), do novo single dos meus artistas prediletos. Música é algo recorrente na vida de qualquer pessoa que consegue interagir com a internet.

E falando justamente nisso, vazou (acho que propositalmente) um EP com quatro músicas que possívelmente estarão no novo trabalho da Céu. Digo propositalmente, pois considero a Céu uma artista conectada com a atualidade. Diferente de Ana Cañas que assinou com uma gravadora (que além de lucrar com a venda de seus CDs, também terá uma porcentagem do seus shows), Céu preferiu ser independente e trabalhar com gravadoras apenas para distribuição de seus álbuns. O lance também é que nenhum artista atual de médio alcance popular, ganha realmente dinheiro com CDs e ela com certeza deve ter sacado que é muito melhor também lançar o CD direto pra download sem ter vínculo nenhum com gravadora, pois o EP já está rolando em todos os sites de música, atingindo um público grande.

E o EP é sensacional. Céu mistura reggae com batidas de hip-hop (algo que inicialmente não me agrada), mas sua voz e composições são uma delicia de ouvir, fazem qualquer um gostar. A faixa “Cangote” é a minha predileta e traz todos os elementos que citei. “Bubuia” tem participação da Thalma de Freitas e tem um ritmo bem diferente, não dá pra identificar, só sei dizer que é uma boa música. Já “Visgo da Jaca” é uma versão do Martinho da Vila e ao escuta-la lembrei imediatamente de um show que vi dela no Teatro Municipal de São Paulo onde ela cantou a música de uma maneira extremamente original. A Céu usa ritmos de hip-hop, jamaicanos, batidas de rap, mas também tem uns elementos de MPB e o resultado não é forçado. Não fica com cara de MPB pra gringo. É um som original, moderno, pop e ao mesmo tempo leve, graças a linda voz que ela tem. Não vejo a hora de escutar o álbum inteiro. Acho de verdade que a Céu é a artista mais inteligente e moderna das cantoras atuais.

Download do EP



Escrito por rubens às 00h00
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A trilha de “Canções de Amor” feita pelo Alex Beaupain é uma das descobertas mais surpreendentes da minha vida (juntamente com o filme de Christophe Honoré). Tenho um ciúme da trilha e do filme (coisa de gente doida mesmo). E o ciúme se intensificou mais ainda ao descobrir que no novo disco da Zélica Duncan ela vai incluir duas canções da trilha “De bonnes raisons” que virou “Boas Razões” (e vai ter a Fernanda Takai nos vocais) e a outra é “As-tu d-éj-à aim-é” que virou “Pelo sabor de gesto” tradução que também dá nome ao disco. Tô com ciúme, mas ao mesmo tempo estou confiante, pois a produção é do John do Pato Fu (que sempre produz coisas boas). Enfim, agora é esperar pelo resultado que deve sair em junho...



Escrito por rubens às 12h44
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Não sou muito ligado em curta-metragem, mas acabei indo ver alguns com uma amiga aqui do lado de casa. Foram apresentados quatro curtas, além de uma apresentação do Marcelino Freire, pois um dos curtas era em cima de um conto do escritor. No fim do curta-metragem que tinha narração do Paulo César Pereio (que é sensacional!) o escritor foi ao palco e recitou um conto inédito de sua autoria sobre uma situação em que presenciou certo dia dentro do ônibus. O escritor observou a conversa entre dois “manos” que diziam querer matar a Hebe e o Faustão e daí já se pode ter uma idéia da estrutura da apresentação. Encontrei um link do curta pelo youtube, quem tiver curioso: http://www.youtube.com/watch?v=x8Imk7B7s1c

Outro conto que me chamou atenção foi "Os filme que eu nunca fiz". Achei legal, principalmente por reconhecer as locações em Belo Horizonte e pela grande parte do elenco ser do Grupo Galpão. Também fiquei impressionado com a qualidade da produção, principalmente por ser um curta-metragem. Um bom motivo pra eu perder o preconceito!



Escrito por rubens às 01h14
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Rita Lee Multishow ao Vivo na visão de Erasmo Carlos


"Da flauta doce dos anos 60 ao Theremim de hoje , a mutante Rita Lee tornou-se um mito . É claro que ela fez por onde quando chutou o pau na barraca da mesmice, criou asas e detonou seu próprio Big Bang na história. Íntima do tal de "Roque enrow" amplificou o dom da sua dimensão cósmica e descobriu-se uma fantástica criadora de amor, tatuando na alma de todas as galeras a marca ruiva e bem-humorada de suas instigantes canções ...Apoiada nos mínimos detalhes pela guitarra falante do maridão Roberto de Carvalho (um abuso de sensibilidade e bom gosto) e pelo filho Beto Lee (que além de tocar bem ... e muito mais, apresenta o making of), a ovelha iluminada fez o que quis nesse Multishow Ao Vivo Rita Lee. Contando ainda com o auxílio elegante de uma excelente e poderosa gangue de músicos e lindas vocalistas que respiram junto com ela ... coisas para Paul McCartney nenhum achar defeitos. A iluminação alegre brinca com os climas, alterando grafismos com imagens de cata ventos de punhos cerrados, silhuetas de H.Q, caveiras, bandeirolas juninas, espirais, motivos indígenas, morcegos, etc. Tudo muito colorido e moderno como condiz a um belo show de rock. A mão do diretor (Moogie) Canázio se faz sentir no refino da zorra e organização da massa.

Rita é Leenda : Desconstrói a arrogância masculina (SE MANCA), tira sarro das mulheres (TÃO), xinga Yoko Ono e se traveste de nordestina (O BODE E A CABRA), faz tipo "a La Humphrey Bogart" (VÍTIMA), reverencia os mestres Gil e Caetano recriando de forma emocionante no mesmo arranjo Panis et Circensis, Baby, Bat Macumba, Alegria Alegria e Domingo no parque, esbanja surrealismo ao tratar o novo sucesso INSÔNIA como se fosse sua namorada, vira uma portenha desbragada no tango VINGATIVA (com a ajuda das meninas do vocal e Roberto), com direito ao theremim evoca um terror de mentirinha (DOCE VAMPIRO), exalta o Rio de Janeiro sugerindo que a cidade volte a ser a capital federal e ensaia um samba levando o público carioca à loucura (OVELHA NEGRA) e produz seu próprio carnaval (LANÇA PERFUME e CHIQUITA BACANA) ... na hora de ROLLOVER BEETHOVEN imaginei Chuck Berry dizendo: - Pô , que bom ... até que enfim meu rock ganhou seios!!! Genial também é a troca de Bwana por Obama. No mais... toda mulher quer ser um pouco Rita Lee, uma rainha ciente do seu carisma e poder. Não é chata e ainda por cima faz um monte de gente feliz..." Erasmo Carlos, abril / 2009



Escrito por rubens às 11h41
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Não sei se foi pelo clima e pela minha gripe, mas esse ano deixei de ver muitas coisas da virada cultural (perdi por exemplo Novos Baianos que eu estava louco pra ver e Maria Rita) e a culpa foi a preguiça que me deu de levantar no dia seguinte. São 24 horas de shows e tem que ter muito pique pra aguentar. Ano passado eu estava sem gripe e mais animado, mas o pouco que eu fui deu pra aproveitar um pouco e constatar que o evento parece crescer cada vez mais. Principalmente em relação ao público, que em sua maioria é mal educado. Agora foi até engraçado saber que ao fazer um passeio pelo evento Serra e Kassab tomaram um banho de vinho dos mal educados: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u560142.shtml

 Acabei rodando a noite toda em praticamente todos os palcos do eventos e finalizando com um show bem especial do Trash Pour 4 com o título “Soy loco por ti São Paulo” no Sesc Consolação em ótima companhia!

 

Ah, saiu finalmente o show ao vivo da Vanessa da Mata pelo Multishow. Sou fã dela, acho uma das melhores cantoras e compositoras do Brasil. Aliás, é bastante raro compositoras no Brasil, interpretes existem milhares há cada esquina, mas compositoras é bem raro. E o disco ao vivo é cheio de composições da cantora, além de versões pra "As Rosas não falam", "Um dia, um adeus" do Guilherme Arantes e pra "Mamãe passou açucar em mim" que faz uma dobradinha com "Viagem". Também de inédito tem "Acode", uma música que ela nunca gravou, mas compôs pra Shirley Moraes, uma cantora que participou do programa "Fama". É muito bom o disco e é impressionante perceber quantos sucessos ela tem em tão pouco tempo de carreira. Sou um pouco contra discos ao vivo (por ficar sempre cheio de músicas que todos estão cansados de ouvir e ter sempre uma platéia cantando junto, gritando e enchendo o saco!), mas o dela está perfeito, com arranjos diferentes, além de abafar o barulho irritante do público. E tem mais, as canções dela, por mais que tenham tocado até cansar não enjoam de maneira alguma!

Quem quiser baixar: http://www.feramp3.net/2009/05/cd-vanessa-da-mata-multishow-ao-vivo.html



Escrito por rubens às 16h10
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Depois de uma pesquisa pelo Google encontrei um link para o novo álbum de Caetano Veloso. E ainda não sei realmente se gostei ou não depois de ouvi-lo. A idéia do projeto era seguir o repertório do show “Obra em Progresso” que misturava sambas com rock. Esperava que “Zii e Zie” ou “Transasambas” (outro título que está na capa e faz refêrencia ao álbum clássico “Transa”) fosse um pouco mais roqueiro e trouxesse alguma novidade, mas as canções acabam compactadas demais e o rock é representado apenas por barulhinhos discretos e algumas distorções no fim de algumas faixas (vale lembrar também que algumas faixas como “Perdeu”, “Sem cais”-minha faixa preferida- e maioria do disco não tem nada de samba). Uma das melhores faixas do disco que realmente mistura o samba com o rock é “Imcompatibilidade de Gênios” de João Bosco. A música tem a levada de samba, mas o violão é substituído pela guitarra dando muita originalidade pra faixa. Outra coisa que não é novidade no CD são as letras de Caetano Veloso que seguem aquele esquema de homenagens e citações que o compositor adora. Dessa vez ele cita Big Brother e paparazzis em “Falso Leblon”, Lobão em “Lobão tem razão” (que pela segunda vez é citado por ele em canção), Lula, FHC, Guinga e Pedro Sá (que toca com Caetano) em “Lapa” e surpreendentemente Madonna em “Diferentemente”. Achei surpreendente ele citar Madonna, pois no encarte do disco “Tropicália 2” Caetano afirmou que não via graça nenhuma na cantora principalmente se fosse compará-la ao Michael Jackson que é realmente talentoso. Agora só ficou faltando uma música pra Luana Piovani...rs!

Link pro disco

 

Deu vontade de citar alguns discos do Caetano Veloso que realmente fizeram a minha cabeça:

Transa – No período que ele foi exilado e estava em Londres compôs em inglês músicas lindas como "You Don't Know Me", "It's a Long Way" e "Nine Out of Ten" a primeira faixa a misturar reggae com rock.

 

Noites do Norte – Na época li tanta critíca negativa pra esse álbum, mas mesmo assim comprei e adorei. Uma das melhores faixas é a primeira homenagem ao Lobão feita por Caetano na faixa “Rock’n Raul” que contou com Davi Moraes na guitarra. Tem também “Zumbi” de Jorge Ben e “Sou seu sabiá” que ele compôs pra Marisa Monte.

Onqotô – Trilha para o Grupo Corpo feita por Caetano e José Miguel Wisnik. O disco é sensacional e tem faixas divertidas como “Big Bang Bang”, “Onqotô” e outras mais intensas como “Mortal Loucura” e “Pesar do mundo”. Ter visto o grupo em cena acompanhado das canções foi inesquecível.

 

 

Circuladô – O disco tem a canção “Fora da Ordem”, uma das minhas músicas prediletas dele. Além disso o disco conta com grandes participações de Bebel Gilberto (que era até então desconhecida do grande público) e Gal Costa que participa de “Cu do Mundo” uma das canções mais legais do disco.

 

Cê – Disco que tirou todo o mofo que Caetano Veloso estava adquirindo com alguns trabalhos monotonos como “A Foreign Sound”. Jaques Morelenbaum foi substituído por uma banda jovem e criativa liderada por Pedro Sá. Faixas como “Outro”, “Rocks”, “Musa Híbrida” e “Odeio” inauguraram uma nova fase criativa em suas composições. Um disco de rock, com letras extremamente sexuais. O meu preferido!

Neste blog tem links de todos os álbuns que eu citei: umquetenha



Escrito por rubens às 18h43
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Caetano Veloso escreveu release para "zii e zie", seu novo álbum

(aproveitando o ensejo, quem tiver o link do álbum, me passe por favor!rs)

 

Um passo a dar com a banda do "Cê" (hoje bandaCê) e a lembrança permanente daquele disco de Clementina com Carlos Cachaça. "Incompatibilidade de gênios" e "Ingenuidade" estão em "zii e zie" porque são as faixas núcleo daquele disco, as que ficaram sempre acesas na memória. Não tenho um exemplar do disco de Celementina comigo. Talvez um vinil tenha ficado na casa de Dedé e hoje Moreno o achasse. Mas nem perguntei a ele. Num dos primeiros ensaios do Obra em Progresso, aquele em que Jaquinho foi o convidado, quis ensaiar "Incompatibilidade" e comentei com Pedro, Ricardo e Marcelo que na minha lembrança Clementina cantava em, digamos, dó maior, em vez do lá menor do João Bosco. Tinha na memória uma harmonia mais convencional quando ouvi a gravação desse samba com o autor pela primeira vez: a que tinha ouvido antes com Clementina. Achei que João Bosco tinha feito uma rearmonização e desejei voltar ao jeito que está no disco dela. Mas não estava certo de que minha lembrança não fosse uma ilusão. Jaquinho então disse: "por que você não faz em dó maior, se é isso que você está sentindo?". Tentei achar a gravação de Clementina ali na hora (Moreno não ia aos ensaios), na internet, mas não achei. Achei uma exuberante e espetacular de João Bosco ao vivo no YouTube. Em lá menor, claro. Me pergunto se há muita coisa melhor do que aquilo no mundo. Mas minha idéia era totalmente oposta à daquele tratamento jazzístico moderno e com um suíngue de samba tão profundamente sentido por todos os músicos que chega a doer. Voltei para a sala de ensaio com vontade de talvez nem cantar a música. E com a certeza de que, se o fizesse, seria em lá menor: o dó maior seria bonito numa versão ingênua que quisesse ser o que Clementina soava pra mim. Na versão simplificada mas nada ingênua que eu imaginava, o centro tonal em lá menor - e os acordes tensos ao seu redor - era o que se exigia. A batida monótona tinha de o ser tanto quanto a de "Perdeu", embora um tanto diferente: partindo da idéia básica da batida de Bosco. Experimentamos. E a canção entrou não só no show seguinte como está no disco.

Me demoro contando sobre a entrada de "Incompatibilidade de gênios" (e algo sobre a de "Ingenuidade") em "zii e zie" porque acho que isso joga luz sobre todo o sentido do novo disco. Conhecendo o que eu sugeri para "Perdeu" (e o que, juntos, conseguimos com esse transamba), os 3 caras da banda ituíam o que deveria estar em minha cabeça como tratamento para "Incompatibilidade". Mas as mudanças por que o projeto de arranjo passou em minha mente eles não acompanharam. Voltei do computador decidido a incluir a música no disco e dizendo que a versão de João era humilhante mas que a gente faria um "transamba", enquanto ele fazia "samberklee". A piada era boa e fez rir. Não dá para competir: nossa versão apenas mostra uma abordagem diferente, que talvez suscite outras interpretações desse samba obra-prima. Isso diz muito do que fazemos, nesse disco, com o samba em geral.

De "Diferentemete" (a mais velha das canções do CD) a "Lapa" (a mais nova), todas as composições nasceram comigo usando batidas de samba no meu violão - e buscando frases melódicas que evocassem a tradição do gênero. As únicas exceções talvez sejam "Por quem?" e "Sem cais". Digo "talvez" porque para "Por quem?" sempre imaginei uma bateria dobrando uma transbossanova sobre o ternário às avessas do meu violão - e a balada de "Sem cais" já veio à mente de Pedro com muito samba dentro. Pode ser que alguém ache difícil reencontrar isso em "Menina da Ria" ou mesmo em "Lobão tem razão". Mas eu digo que, embora em "A cor amarela" haja explíctas palmas de samba-de-roda, há mais samba na base daquelas duas canções (e em "tarado ni Você") do que no axé light da menina preta. Mantive as minhas batidas de violão do momento da composição em todas as gravações. Sugeri relações de contraste ou de distorção entre elas e a atividade dos outros instrumentistas. Chegamos a coisas muito bonitas e, mesmo para nós, intrigantes.

"zii e zie" é um disco feito com a bandaCê, concebido para ela. Ela tinha sido concebida para fazer o "Cê". Por isso há mais unidade na partida do "Cê" do que na chegada, ao passo que há mais unidade na chegada do que na partida do "zii e zie". Para nós quatro foi custoso reconhecer essa verdade (que pareceu óbvia a ouvintes não envolvidos na feitura).

"Cê" foi concebido para criar uma banda. Mas foi um disco de letras muito pessoais minhas. Eu olhava para meu entorno próximo. Em "zii e zie", as letras olham para mais longe. Atém-se majoritariamente ao Rio, mas aí vai a lugares variados: da favela ao Leblon, da Lapa à praia; de Chico Alvez a Los Hermanos; de anônimos típicos a celebridades atípicas, como Kassin, a combinações inusitadas de personalidades cariocas, como Guinga e Pedro Sá. Mas as letras olham para mais longe de mim também: Guantánamo, grutas do Afeganistão, Washington. Voltam os nomes próprios e o tom de comentário dos signos dos tempos que sempre fizeram presença em meu repertório.

Tudo contribuiu para que este viesse a ser um disco mais de banda do que o anterior. Moreno e Daniel Carvalho ficaram mais felizes com o material sonoro que produzíamos. E nós nos sentíamos ainda mais relaxados no diálogo com eles dentro do estúdio. Pedro foi mais um produtor que dirige a feitura da música. Moreno, mais um produtor que dirige a feitura do som. Daniel era responsável pela técnica de captação. Moreno tem um ouvido muito fino para gravação, mixagem e masterização. Ele ilumina os técnicos. E o tratamento sonoro que ele e Daniel trazem ilumina a música.

"zii e zie" é um disco muito claro e denso, nascido num ano de chuvas no Rio, um ano de nuvens pesadas e escuras, sem metáfora. É um disco que saúda a era Fernando Henrique/Lula e fala de ambições de ascenção do Brasil no cenário mundial num tom de tristeza íntima mitigada. Entro na velhice. Pedro e Moreno estão no auge da idade adulta. Marcelo e Ricardo chegam a ela. Somos pessoas de gerações diferentes partilhando interesses musicais e humanos semelhantes. E com assustadas expectativas de futuro soando em nossas cordas metálicas, plásticas, mucosas.



Escrito por rubens às 15h11
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Britney Spears não me interessa nada. Aliás, achei a interessante na época em que ela surtou, mas agora que ela voltou “supostamente” a ser boa moça perdi o interesse. Acabo gostando dela quando escuto versões de suas músicas feitas por artistas realmente interessantes.

Recentemente o grupo Franz Ferdinand tocou “Womanizer” em uma versão bem próxima do estilo do grupo e anteriormente Lilly Allen também fez a sua versão. “Toxic”, outra canção da cantora também já teve duas versões bem interessantes. Uma feita pela dupla Yael Naim e pela banda Hard Fi.

Links para as versões:

Franz Ferdinand – Womanizer

Hard Fi – Toxic

Yael Naim - Toxic

E acabei encontrando uma versão do Franz Ferdinand bem legal pra outra diva loura e pop, mas bem mais interessante que a Britney Spears. Essa loura é a Gwen Stefani e a versão é para música “What are you waiting for” o primeiro hit da carreira solo dela. Achei sensacional!

Franz Ferdinand - What are you waiting for

Agora mudando um pouco de assunto, mas sem sair da música, uma das frases mais engraçadas que eu já ouvi, foi quando perguntaram qual era a opinião da Preta Gil sobre a capa da Veja que trazia a Ana Carolina dizendo “Sou bi e daí?”. Na hora Preta Gil respondeu: “Se ela é bi eu sou penta!”.

Talvez essa frase aproximou as cantoras, pois Ana Carolina presenteou ela com a música “Sinais de Fogo” e agora com “Estéreo”. Na nova canção Preta Gil assume que é bi (ainda tá faltando uma música sobre ser penta, já que anteriormente Renato Russo também já afirmou em uma canção pegar meninos e meninas) nos versos:

Tudo me interessa
Tudo tem mistério
Sou devota da paixão
Menina e menino
Pego em estéreo
Mas não venha grudar, não

Link da música:

Preta Gil - Estéreo



Escrito por rubens às 14h50
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Uma crítica do filme “Simplesmente Feliz” de Mike Leigh (diretor dos dramas “Segredos e Mentiras” e “O segredo de Vera Drake”) terminava com a seguinte constatação “se você não se incomodar com os risos , piadas e otimismo da protagonista você conhece a fórmula da felicidade”.

Quem não se identificar com o otimismo da protagonista tem o apoio de outro personagem da trama (um instrutor de auto-escola) que é exatamente seu oposto. Gostei do filme (a primeira cena, onde a protagonista passeia de bicicleta pelas ruas de Londres é encantadora, assim como a única cena de sexo, que é bastante original e criativa, misturando humor e deixando de lado aquela sensualidade babaca que todos adoram abusar), adorei o otimismo e bom humor da protagonista, mas ao mesmo tempo também senti uma identificação com os personagens que entram em conflito com a felicidade exacerbada que em certos momentos pode soar provocadora e debochada.

Lembrei também de outra coisa que não tem um pouco a ver, mas ao mesmo tempo pode ter. Em um epísodio de “Greys Anatomy” (minha nova obsessão), uma das médicas recebe uma paciente com felicidade crônica. Aquilo incomodava o marido da mulher, pois ele não suportava mais tanta felicidade dentro de casa. No fundo aquilo lhe incomodava, pois a felicidade da esposa o atingia como um ato de deboche, afinal, quem é feliz 24 horas por dia? No caso específico da série, foi encontrado um tumor que elevava o nível de alguma substância do organismo da mulher e no fim ela acabou curada da “falsa felicidade”, aliviando os céticos do otimismo.

No filme “Simplesmente Feliz” a personagem não sofria de uma doença para ser tão positiva, ela realmente era e muitas pessoas questionavam isso pois não conseguiam enxergar algo concreto daquela felicidade. A irmã dela que era casada, tinha previdência privada, um bom emprego, filho, marido e casa própria questionava e a irmã com a indagação de que ela não tinha nada e que não era possível que ela fosse feliz. Mas contrariando tudo ela simplesmente era, porque era algo incontrolável. O título do filme já define a trama, principalmente na primeira palavra e sendo otimista ou não, dá pra se divertir em algumas cenas e ter grande simpatia pela protagonista. A atriz que faz o filme foi premiada com o Globo de Ouro e o Urso de Ouro no Festival de Berlim, mostrando que pelo menos na trama não tem como duvidar de que ela é realmente feliz.

Adoro a Zezé Polessa. Lembro da novela “Top Model” que ela interpretava uma personagem chamada Naná. De cabelo curtinho, macacão e óculos ela vivia falando “Meleca!” e mesmo sendo esquisitona, acabava conquistando o protagonista da novela vivido pelo Nuno Leal Maia. Ao vê-la hoje na peça “Não sou feliz, mas sou casada” sua veia cômica é extremamente bem explorada nos diversos personagens que ela interpreta ao falar sobre a relação mal sucedida com o marido, mas dessa vez, diferente de alguns anos átras, ela está muito bonita e nada esquisitona. O cenário é lindo, feito pelo Gringo Cardia e a trilha é sensacional, incluindo até Cartola. A peça é bastante divertida e me remeteu ao filme “Divã” que traz Lilia Cabral no elenco, aliás, o filme também foi baseado numa peça bem aos moldes da encenada por Zezé Polessa. Mulheres casadas analisando o casamento, os erros, os acertos (que são poucos) e as várias situações constrangedoras enfrentadas no cotidiano. Só acho que devia ser proibida a entrada de casais com mais de 20 anos de casamento, pois deve ser deprimente encarar sua história no teatro.



Escrito por rubens às 22h21
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